25.3.09

imperdível


"A Outra Cor das Coisas",

pela Oficina de Teatro de Espinho

27 de Março, pelas 21h30m,

no Auditório da Junta de Freguesia de Espinho

19.3.09

tiques de grande cidade VI [ou um executivo visionário]



80 cêntimos é quanto custa uma hora de estacionamento a partir de hoje em Espinho. temos os parquímetros mais caros do país. E pelos vistos era suposto estarmos agradecidos. Afinal, marcarmos a tendência nos preços dos parquímetros a nível nacional. Já é qualquer coisa...
É estranho que o Presidente da Câmara tenha necessidade de justificar a tarifa quando, segundo diz, a decisão nem foi camarária, mas da empresa concessionária. Ainda para mais com uma argumentação tão falaciosa quanto caricata, como que a dizer, "a minha concessão é melhor que a tua".
aa

tiques de grande cidade V - aí estão eles


As ruas do centro de Espinho passam, esta quinta-feira, a ter estaciona-mento pago a 80 cêntimos por hora, numa medida com que José Mota, presidente da Câmara, pretende "criar mobilidade e ajudar o comércio local".
A medida "foi pensada em articulação com os dois parques de estacionamento subterrâneo" que a autarquia pretende construir junto ao Centro Multimeios e à Igreja Matriz. "Além disso", recorda José Mota, "também vai haver uma nova área de estacionamento junto ao casino" (no âmbito das obras de reconversão da superfície antes ocupada pela linha férrea do Norte) "e toda a zona do mercado semanal continua a funcionar como parque gratuito".

17.3.09

"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."

Bertolt Brecht

a verdade da crise VI

A propósito do post do André sobre a Jotex e a luta de classes, e na sequência do que aqui se conta, relembro o exemplo da fábrica argentina de mosaico cerâmico FaSinPat.

no 5 Dias

16.3.09

a verdade da crise V [jotex]

A 27 de Fevereiro, a administração informou os trabalhadores que a produção iria ser suspensa até 16 de Março. Mas nada faria supôr, que no sábado seguinte, a administração fizesse deslocar ao local um conjunto de camiões para remover a maquinaria. Isto apesar da empresa estar em plena produção e possuir uma carteira de encomendas preenchida. Os trabalhadores rapidamente se mobilizaram e dirigiram ao local da empresa com o fim de impedir, onde vieram a encontrar um destacamento policial para garantir o carcomer da empresa, para os empresários poderem vender o capital fixo da maquinaria e re-investirem noutro sector, noutro pais, ou simplesmente saldarem dívidas por si acumuladas noutras actividades. Os 60 postos de trabalho e o contributo para a produção têxtil nacional que se dane. Passados mais de quinze dias, os trabalhadores da Jotex, na sua maioria mulheres, continuam firmes na intenção de não abandonarem as portas da empresa. Os trabalhadores querem garantir que as máquinas não serão vendidas antes de serem assegurados e pagos os seus direitos e realizada a assembleia de credores. Contrariamente ao que antes afirmara aos trabalhadores (que se tratava apenas de uma suspensão de produção), a administração apresentou um pedido de insolvência.



no 5 Dias

14.3.09

a verdade da crise IV

A taxa de desemprego passou a barreira dos 10% em 12 concelhos portugueses, dos quais sete são do Norte do país. Mesão Frio, Espinho e Santo Tirso destacam-se com as taxas de desemprego mais elevadas, em contraponto com Melgaço, São Brás de Alportel e Oleiros, que têm as taxas mais baixas.

A percentagem de desemprego face à população em idade activa igual ou superior a 10% nota-se com maior relevo no Norte do país. No concelho de Mesão Frio o desemprego atingiu os 12,9%, em Espinho a taxa é de 12,85% e em Santo Tirso é de 12,5%.
A realidade no Sul do país é mais positiva. Na capital a taxa de desemprego é de 5,9%, enquanto que no Porto, por exemplo, é de 8,9%, informa a TSF com base num ranking nacional que reúne os 278 concelhos.

Os concelhos com as mais baixas taxas de desemprego são Melgaço (2,6%), São Brás de Alportel (2,5%) e Oleiros (2,1%). Em Oleiros, em Janeiro deste ano estavam inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional apenas 70 desempregados.

TSF

(via e-mail,
por Ricardo Prata)
aa

o desplante

José Pinho veio à Assembleia Municipal utilizar o período destinado à intervenção do público, para pedir "com urgência" ao presidente da Câmara Municipal a retirada da tenda que, há uma semana, acolhe os trabalhadores da Jotex em protesto contra a absoluta imoralidade cometida pela administração da empresa. As razões do ex-candidato por Espinho (que é casado com a filha do patrão da Jotex): "Incomodam a minha actividade profissional", afirmou. Será necessário dizer mais alguma coisa?

10.3.09

boas medidas

"A Assembleia Municipal de Espinho, do passado dia 4 de Março, aprovou uma recomendação do Bloco de Esquerda que delibera solicitar à Câmara Municipal de Espinho que seja elaborada, e enviada à Assembleia Municipal, a listagem dos imóveis devolutos, degradados e arrendados para que, em momento próprio esta Assembleia esteja de posse da informação necessária para em consciência poder deliberar sobre as taxas do IMI. (...) A razão da criação do IMI baseia-se predominantemente no princípio do benefício. (...) tem todo o sentido que a ocupação por imóveis do espaço público se traduza numa compensação tributária à comunidade.O IMI pode ser também um instrumento importante na política de urbanização, ocupação e conservação do património construído."

(via e-mail,
por António Regedor)
aa

5.3.09

Isto é que vai uma crise

Tive oportunidade de assistir, ainda que parcialmente, à sessão de abertura do congresso do PS e não pude deixar de reparar (creio que todos sentiram o mesmo), no verdadeiro ambiente de opulência que se vivia no exterior. Dos discursos do nosso primeiro, além de brilhantes clichés como "o povo é quem mais ordena" - um soundbyte que cai sempre bem à hora do telejornal - não se ouviu uma única referência à grave situação económica e social que se vive no país. Mas também se percebe que quem se faz deslocar nos carros que estavam estacionados na Nave Polivalente, quem deambula pelos corredores do congresso de charuto na boca, quem se instala nos melhores hotéis da cidade de Espinho e não só; pouco ou nada deve conviver com a crise, nem quer saber disso para nada. A crise é dos outros, dos que nunca se filiaram nos jotinhas para farejar o poder, daqueles que não andam de Jaguar, Audi e Aston Martin (vi dois pelo menos), daqueles que não participam em congressos partidários, daqueles que no fundo têm de lutar todos os dias para conquistar o seu espaço, o seu emprego e o seu futuro. A crise, defintivamente, não passou por ali...
N. S.

4.3.09

(ainda o) congresso do PS XI

É impressão minha ou, ao contrário do que seria de supor e do que rezam os costumes, o Presidente da Câmara da cidade anfitriã não discursou?

espinho aos olhos dos outros

José Mota, presidente da câmara de um concelho incrivelmente caótico, esburacado, com prédios a cair e praias destruídas, teve o seu grande momento de brilho no congresso do PS: os trabalhos foram interrompidos por causa de um "apagão".

No Correio Preto

2.3.09

a verdade da crise III

As visões (possíveis) da mesma realidade:

a verdade da crise II

Os trabalhadores, na sua maioria mulheres, mobilizaram-se e conseguiram impedir o transporte das máquinas, obrigando a empresa a descarregar os camiões e a colocá-las de novo na empresa.

Apesar de terem sido mandados para casa, decidiram apresentar-se nos seus postos de trabalho hoje, dia em que está prevista uma reunião entre a gerência e o Sindicato Têxtil de Aveiro (STA)."Esta paragem não foi devidamente explicada. Não sabemos exactamente qual o seu enquadramento legal, porque há versões diferentes. Só a custo garantiram que seria sem perda de vencimento e com compensação de dias", declarou Leonilde Capela, coordenadora sindical.

Apesar de alguns problemas financeiros decorrentes de dívidas à banca e Segurança Social, a Jotex, com quase meio século de laboração, tem garantido o pagamento dos salários e uma boa carteira de encomendas. O depositário das 21 máquinas penhoradas, Manuel Oliveira, deu conta da existência de cobranças coercivas na ordem dos três milhões de euros, em grande parte movidas pela Segurança Social.

Para a União dos Sindicatos de Aveiro, a Jotex estará a "utilizar a crise" para despedir e retirar direitos aos trabalhadores.

Diário de Notícias

a verdade da crise